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MOVIE 36 | Coco (2017)

26 de Fevereiro, 2018
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Há coisas que não se apagam depois da nossa infância, e os filmes de animação são dessas coisas. Os desenhos animados foram os meus companheiros preferidos enquanto cresci, tanto em formato de série como filme. Deliciei-me com as histórias da Disney e, mais tarde, da Pixar, e sou o tipo de pessoa que, de vez em quando, ainda vai rever A Pequena Sereia (1989) ou Hércules (1997). Por isso, não é de admirar que esteja sempre ansiosa com os novos lançamentos de filmes do género, como é o caso de Coco (2017), um filme para crianças onde se fala sobre a vida depois da morte. 



Em Santa Cecilia, no México, um menino de 12 anos chamado Miguel esconde um segredo enorme da sua família: é apaixonado por música. O segredo persiste porque a sua família vive traumatizada com a música; aparentemente o tetra-avô de Miguel deixou a família pela música, deixando a sua mulher, Imelda Rivera, sozinha com uma filha pequena, Coco. A música funciona, então, como uma espécie de praga que deve ser erradicada em todas as gerações Rivera, obrigando Miguel a tocar guitarra às escondidas enquanto vê os vídeos de Ernesto de la Cruz, o seu ídolo para-sempre-eterno.


O Dia de los Muertos aproxima-se, uma celebração típica da cultura mexicana, sagrada e extremamente importante, coincidindo com o festival de música onde vários artistas competem entre si. Determinado em participar, mesmo indo contra a vontade da família, acaba por roubar uma guitarra às escondidas, pertencente a Ernesto de la Cruz, e é aí que a magia acontece. Ao tocar os primeiros acordes, Miguel é transportado para o mundo dos Mortos, uma espécie de passagem criada especificamente para este dia pois, através das oferendas feitas pelos vivos, os mortos conseguem voltar às suas casas para ver a família que deixaram para trás.

Até ao final do dia, Miguel tem que receber a bênção dos seus antepassados para conseguir voltar ao mundo dos vivos. O problema? Imelda e os restantes tios só o deixam voltar com a condição de não mais haver música na sua vida. Recusando, Miguel promete encontrar o seu avô, a pessoa que abandonou a sua tetra-avó há tantos anos atrás, com o objectivo de receber a sua bênção e poder continuar a tocar música, tal como sempre quis.

Acho que o mais importante de Coco é a importância que dão à cultura mexicana, sendo que a Disney – e a Pixar também – ganham pontos no que diz respeito à representatividade. Temos uma família latina, completamente embrenhada nos costumes da sua região, onde nem sequer a língua espanhola fica esquecida, e o Dia de los Muertos é respeitosamente utilizado para contar uma história muito bonita sobre a importância da família e da música na vida de um menino de 12 anos.

Também é importante realçar a forma brilhante como resolveram utilizar um tema pesado, a morte, mantendo na mesma o tom leve, divertido e muito doce característico de um filme para crianças. O facto de terem utilizado este dia especial, onde a família volta dos mortos para visitar os que ainda estão vivos, tira o peso da dor e da saudade, criando a ideia de que os nossos continuam sempre connosco, que nunca estamos realmente sós.

Já viram o filme Coco? O que acharam? Adorei principalmente aquele plot twist do final, apesar de já ser um bocado previsível 😜

MOVIE 36 // PARTICIPANTES

Criado por a Carolayne, do blogue IMPERIUM, em parceria com a Sofia Costa Lima do blogue A Sofia World.

Francisca Gonçalves, Francisca ● Inês Vivas, Vivus ● Alice Ramires, Senta-te e Respira ● Vanessa Moreira, Make it Flower ● Cherry, Life of Cherry ● Joana Almeida, Twice Joaninha ● Joana Sousa, Jiji ● Inês Pinto, Wallflower ● Carina Tomaz, Discolered Winter ● Sofia Ferreira, Por Onde Anda a Sofia  Rosana Vieira, Automatic Destiny ● Abby, Simplicity ● Sofia, Ensaio sobre o Desassossego

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